Realidade Virtu…

Realidade Virtual: um tipo de interação entre usuário e máquina visando imitar a realidade humana através de uma base virtual. Busca trazer a imersão do usuário no programa com a associação das coisas que nos cercam no mundo real.

Arquitetura da Informação | #history

O termo Arquitetura da Informação foi inicialmente atribuído por Richard Saul Wurman. Ele definiu a Arquitetura da Informação como a junção de três campos: a tecnologia, o jornalismo e o design gráfico. Entretanto, essa sua definição foi considerada limitada por alguns autores. Embora sua origem date nos anos 60, o termo e seu uso na prática só tomaram visibilidade na década de 90.

A Arquitetura da Informação, comumente abreviada por AI, traz em seu nome o conceito de organização e planejamento que o termo “Arquitetura” possui, este sendo a arte de projetar e edificar ambientes e espaços físicos. Quando adicionado a palavra “Informação” remete a estruturação da organização visual de informações e do fluxo de navegação de uma página. A AI torna o caminho do usuário mais fácil e inteligível frente às informações que ele esta buscando. Dentro de uma estrutura coerente e instintiva, o usuário consegue navegar com mais facilidade no caminho que quer tomar e tirar o maior proveito das informações disponibilizadas.

A A.I. é a construção de um projeto sobre os objetivos do site, visando definir a experiência do usuário e o público alvo, criar um cenário, analisar a competitividade, desenvolver o conteúdo e os requisitos funcionais, criar o design virtual com uma interface de fácil navegação e estar pronto para construir! Conforme explica John Shiple, “É a planta de um site, sobre a qual todos os outros aspectos são construídos – forma, função, metáfora, navegação, interface, interação e design visual”.

BBS – Bulletin Board System | #history

Ao final da década de 70 e início dos anos 80, a possibilidade de acesso a algum tipo de programa ou aplicativo que pudesse conectar as pessoas e trouxesse interação com a troca de mensagens, compartilhamento de arquivos, fóruns para discussão e jogos, tornou-se realidade com o uso do Bulletin Board System, popularmente conhecido como BBS.

O próprio nome dado ao aplicativo nos remete a ideia a qual ele se baseia, Bulletin Board, no inglês, é um quadro de avisos, que junto com a palavra System, traz o conceito de interação.  BBS – dedicado ao compartilhamento ou troca de mensagens ou outros arquivos.

O primeiro BBS surgiu em 1978, criado por Ward Christensen e Randy Suess e ao longo dos anos alcançou seu auge por volta de 1996, com mais de 5000 somente nos EUA. Estima-se que haja atualmente, cerca de 75 BBS´s gratuitos por dial-up nos EUA.

Com uma interface de texto e muito simples, o acesso ao BBS era feito através de um cadastro e tinha por finalidade ser usado tanto para se divertir e interagir com outros usuários, quanto por empresas, no envio e troca de informações entre ela e os clientes e para próprio arquivo de informações de seus clientes.

O uso das BBS´s foi possível através do protocolo cliente-servidor Telnet, que permitia a comunicação entre computadores ligados a uma rede. Antes mesmo de existirem os chats em IRC, o Telnet já operava essas funções. Esse protocolo não é tão seguro quanto o SSH, pois os dados no Telnet não são criptografados.

Com a implementação do World Wide Web, de conexão mais rápida e protocolo mais seguro, as BBS´s foram sendo deixadas de lado, mas mesmo assim, permanecem como parte fundamental na história da evolução da Mídia Social.

Segue abaixo vídeo do “Crazy Paradise”, um BBS alcançado através de Telnet.

Theodor Holm Nelson | #history

“Before the personal computer, and before the Web, there was Theodor Holm Nelson, who almost half a century ago understood how computers would transform the printed page.”

“Antes do computador pessoal e antes da Web, houve Theodor Holm Nelson, que quase meio século atrás entendia como os computadores transformariam a impressa escrita.”

John Markoff – New York Times

Desde a década de 40, com a invenção do Computador, o homem têm buscado inúmeras maneiras de se conectar, comunicar e manipular o aparelho. Ao longo de muitos anos que traçam sua história, desde a invenção do computador até a mais recente das inovações do setor da tecnologia, algumas merecem atenção durante o curso da evolução da computação, entre elas está o conceito de Hipertexto, criado por Ted Nelson.

 Theodor Holm Nelson, também conhecido como Ted Nelson, é um filósofo e sociólogo nascido nos E.U.A. em junho de 1937. No início da década de 1960, ele criou o termo “hipertexto” e defendia o conceito de que o manuseio das interfaces pelo usuário deveria ser de fácil acesso e simplificada,  assim, independente do seu nível de conhecimento e familiaridade com o computador, qualquer pessoa poderia interagir e manusear o software.

Ainda com a idéia de se conectar, comunicar e manipular a máquina, o hiperlink, a possibilidade de navegar de uma página para outra, disponível com somente um clique, traz consigo o conceito de comunicação, o acesso a mais informação e a possibilidade de escolha, que gera a interação do usuário com o computador.  É tendo esse conceito de possibilidade de interação entre páginas e maior acessibilidade à informação desejada em mente, que surge a base do Projeto Xanadu, nomeado a partir do poema Kubla Khan.

Interface do Xanadu Space

Em 1974, Ted Nelson publicou suas idéias em um livro intitulado Computadores Liberais/Máquinas dos Sonhos e em 1981, lançou outro livro chamado de Máquinas Literárias.

A base conceitual de Nelson, serviu para o desenvolvimento do que hoje conhecemos como “WWW – World Wide Web”, criado por Tim Berners-Lee.

Com graduação pela Swarthmore College no curso de Filosofia em 1959, mestrado pela Harvard University em 1963 em Sociologia e doutorado pela Universidade de Keio, no japão, em Mídia e Governança, Ted Nelson atualmente é professor convidado da Universidade de Oxford, na Inglaterra e se dedica as áreas da computação e informação em diferentes interfaces.

Segue abaixo, entrevista dada para Le Cube, TV News francesa. Para download de outra entrevista dada em 2007, onde Ted sintetiza seus ideáis principais, clique aqui.

Myst | #game

A introdução ao jogo que foi um dos maiores sucessos dos anos 90, já provoca apreensão aos mistérios que terão de ser decifrados ao longo do game. A narrativa de “Atrus”, membro da antiga civilização D’ni e um dos principais personagens do jogo, relata o início de uma série de revelações que serão desvendadas.

“I realized the moment I fell into the fissure that the book would not be destroyed as I had planned. It continued falling into that starry expanse which I had only a fleeting glimpse. […].I know my apprehensions might never be allayed, and so I close realizing that perhaps, the ending, has not yet been written.”

“Logo que cai na fenda, percebi que o livro não seria destruído como eu havia planejado. Ele continuou caindo naquela extensão estrelada que eu só tive um vislumbre passageiro. […]. Eu sei que minhas apreensões não podem ser ignoradas, e quando decido fechar, percebo que talvez, o final ainda não tenha sido escrito.”

Myst usado como abreviação para a palavra Mystery (Mistério) é uma série de jogos de aventura e parece ter o nome perfeito para o principal foco do jogo, a habilidade de desvendar os mistérios que compõem a estória do game e solucioná-los, buscando o caminho de volta. O nome dado ao jogo remete ao romance de Jules Verne, intitulado “The Mysterious Island” .

Criado pelos irmãos Rand e Robyn Miller e desenvolvido pela Cyan Worls (empresa também fundada pelos Miller), Myst conta a estória da civilização D’ni, que data sua chegada a Terra há mais de 10 mil anos. Descendentes de uma antiga raça que usava habilidades especiais para criar livros que serviam como portais a vários mundos, que eram chamados de Eras “Ages”, Anna (depois nomeada Ti’ana), Aitrus, Gehn, Atrus, Catherine, Sirrus e Achenar, são os principais personagens envolvidos no decorrer da estória. Tendo essas eras como plano de fundo, é preciso explorar o cenário ao redor e resolver os quebra-cabeças que aparecem ao longo do caminho para prosseguir.

O primeiro jogo da série foi lançado em 1993, inicialmente para plataforma Macintosh e desde então, mais quatro outros foram lançados, bem como: Riven: the sequel to Myst em 1997, Myst III: Exile em 2001, Myst VI: Revelation em 2004 e Myst V: End of Ages em 2005.

Para a época de lançamento do game e levando em consideração os recursos dos computadores, Myst trouxe uma nova realidade no mundo de jogos, deixando para trás jogos de movimentos simples, comandos limitados e sons que sempre se repetiam. Comprovado por testes que a música ajudava a criar um clima de imersão no jogo, ao invés de tirar a atenção do jogador, Robyn Miller compôs 40 minutos de música sintetizada para Myst. Mais tarde, a Virgin Records comprou os direitos autorais da trilha sonora e produziu as faixas, que foram lançadas em 1998.

Desde o lançamento de End of Ages, a série de jogos parecia estar estagnada, quando em Março de 2011, Myst recebeu uma versão para 3DS, atraindo novos fãs e dando aos já conhecidos do jogo, uma viagem de nostalgia no tempo. No entanto, se o futuro do Myst reside apenas em relançar um ou dois dos jogos para as novas plataformas, isso ainda é um mistério digno da franquia. Caso se interesse em baixar Myst, em uma versão demo para conhecê-lo melhor.

Boa exploração e Shorah!

Shorah: no idioma D’ni, significa paz